Posts Tagged ‘Engenheiros do Hawaii’

10.000 destinos - Engenheiros do Hawaii

Tuesday, August 12th, 2008

Há mais de mil destinos em cada esquina
Outras vidas esperando em cada esquina

Há quase mil motivos pra gente ignorar
O que ouve o que vê em cada esquina

Uma vitrine muito bandeira
Um imã na geladeira
Alça de mira
Lente de aumento
Vampiro em frente ao espelho

Porque será? me diz? porque será?
Que a gente cruza o rio atrás de água

E diz que não está nem aí
Finge que não está nem aí (nem aí)

Gritos na torcida
Sinos na catedral
Uma palavra omitida no hino nacional

Tambores, motores
Pulso e coração
Um minuto de silêncio antes da explosão

Era Um Garoto - Engenheiros do Hawaii

Saturday, August 9th, 2008

Era um garoto
Que como eu
Amava os Beatles
E os Rolling Stones..

Girava o mundo
Sempre a cantar
As coisas lindas
Da América…

Não era belo
Mas mesmo assim
Havia mil garotas à fim
Cantava Help
And Ticket To Ride
Oh Lady Jane, Yesterday…

Cantava viva, à liberdade
Mas uma carta sem esperar
Da sua guitarra, o separou
Fora chamado na América…

Stop! Com Rolling Stones
Stop! Com Beatles songs
Mandado foi ao Vietnã
Lutar com vietcongs…

Tatá-tá tá tá…
Tatá-tá tá tá…
Tatá-tá tá tá…
Tatá-tá tá tá…
Tatá-tá tá tá…
Tatá-tá tá tá…
Tatá-tá tá tá…

Era um garoto
Que como eu!
Amava os Beatles
E os Rolling Stones
Girava o mundo
Mas acabou!
Fazendo a guerra
Do Vietnã…

Cabelos longos
Não usa mais
Nem toca a sua
Guitarra e sim
Um instrumento
Que sempre dá
A mesma nota
Ra-tá-tá-tá…

Não tem amigos
Não vê garotas
Só gente morta
Caindo ao chão
Ao seu país
Não voltará
Pois está morto
No Vietnã…

Stop! Com Rolling Stones
Stop! Com Beatles songs
No peito um coração não há
Mas duas medalhas sim….

Tatá-tá tá tá…
Tatá-tá tá tá…
Tatá-tá tá tá…
Tatá-tá tá tá…
Tatá-tá tá tá…
Tatá-tá tá tá…
Tatá-tá tá tá…

Ra-tá-tá tá-tá …
Ra-tá-tá tá-tá …

Infinita Highway - Engenheiros do Hawaii

Sunday, August 3rd, 2008

Você me faz, correr demais
Os riscos desta Highway
Você me faz, correr atrás
Do horizonte desta Highway
Ninguém por perto
O silêncio no deserto
Deserta Highway…

Estamos sós
E nenhum de nós
Sabe exatamente
Onde vai parar
Mas não precisamos
Saber prá onde vamos
Nós só precisamos ir
Não queremos
Ter o que não temos
Nós só queremos viver
Sem motivos, nem objetivos
Estamos vivos e isto é tudo
É sobretudo, a lei
Da Infinita Highway…

Quando eu vivia
E morria na cidade
Eu não tinha nada
Nada a temer
Mas eu tinha medo
O medo dessa estrada
Olhe só, vê você
Quando eu vivia
E morria na cidade
Eu tinha de tudo
Tudo ao meu redor
Mas tudo que eu sentia
Era que algo me faltava
E à noite eu acordava
Banhado em suor…

Não queremos
Lembrar o que esquecemos
Nós só queremos viver
Não queremos
Aprender o que sabemos
Não queremos nem saber
Sem motivos, nem objetivos
Estamos vivos e é só
Só obedecemos a lei
Da Infinita Highway
Highway! Highway!…

Escute, garota
O vento canta uma canção
Dessas que uma banda
Nunca toca sem razão
Me diga, garota
Será estrada, uma prisão?
Eu acho que sim
Você finge que não
Mas nem por isso
Ficaremos parados
Com a cabeça nas nuvens
E os pés no chão…

-Tudo bem, garota
Não adianta mesmo ser livre…

Se tanta gente vive
Sem ter como viver
Estamos sós e nenhum de nós
Sabe onde quer chegar
Estamos vivos, sem motivos
Que motivos temos prá estar?
Atrás de palavras escondidas
Nas entrelinhas do horizonte
Dessa Highway
Silenciosa, Highway!
Highway!…

Eu vejo o horizonte trêmulo
Eu tenho os olhos úmidos
Eu posso estar
Completamente enganado
Eu posso estar correndo
Pro lado errado
Mas a dúvida
É o preço da pureza
E é inútil ter certeza
Eu vejo as placas dizendo
Não corra, não morra
Não fume
Eu vejo as placas
Cortando o horizonte
Elas parecem facas
De dois gumes…

Minha vida é tão confusa
Quanto a América Central
Por isso não me acuse
De ser irracional
Escute, garota
Façamos um trato
Você desliga o telefone
Se eu ficar muito abstrato
Eu posso ser um Bealte
Um beatnik, ou um bitolado
Mas eu não sou ator
Eu não tô à toa
Do teu lado…

Por isso garota
Façamos um pacto
Não usar a Highway
Prá causar impacto
110, 120, 160
Só prá ver, até quando
O motor agüenta
Na bôca em vez de um beijo
Um chiclete de menta
E a sombra do sorriso
Que eu deixei…

Numa das curvas
Da Highway
Highway!
Infinita, Highway!
Highway!
Infinita, Highway!
Highway! Highway!
Highway!…

Somos Quem Podemos Ser - Engenheiros do Hawaii

Thursday, July 31st, 2008

Um dia me disseram
Que as nuvens
Não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos
Às vezes erram a direção
E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão
Uma estrela de brilho raro
Um disparo para um coração…

A vida imita o vídeo
Garotos inventam
Um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez…

Somos quem podemos ser…
Sonhos que podemos ter…

Um dia me disseram
Quem eram os donos
Da situação
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem
Essa prisão
E tudo ficou tão claro
O que era raro, ficou comum
Como um dia depois do outro
Como um dia, um dia comum…

A vida imita o vídeo
Garotos inventam
Um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez…

Somos quem podemos ser…
Sonhos que podemos ter…

Um dia me disseram
Que as nuvens
Não eram de algodão
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem
Essa prisão
Quem ocupa o trono
Tem culpa
Quem oculta o crime
Também
Quem duvida da vida
Tem culpa
Quem evita a dúvida
Também tem…

Somos quem podemos ser…
Sonhos que podemos ter…

Algo Por Voce - Engenheiros do Hawaii

Tuesday, July 29th, 2008

Hey, garota, não fique esperando o telefone tocar
Os homens são o que são e são todos iguais
O difícil é saber quem é clone de quem

Hey, garota, não fique esperando o telefone tocar
De volta ao passado, tecendo tapetes,
Esperando o guerreiro voltar

Já lhe fizeram sofrer demais
Já lhe fizeram feliz demais
Tá na hora de você mesma fazer
Algo por você
Só você pode fazer

Hey, garota, o dia já passou, não deixe a noite passar
Passe um batom, ou não, e vá se divertir
Você vai descobrir quem é clone de quem

Hey, garota, faça um favor: não fique esperando
Faça algo por você
Hey, garota, faça um favor: não fique esperando
Faça algo por você

E só você pode fazer

Dom Quixote - Engenheiros do Hawaii

Tuesday, July 29th, 2008

Muito prazer, meu nome é otário
Vindo de outros tempos mas sempre no horário
peixe fora d’água, borboletas no aquário
Muito prazer, meu nome é otário
na ponta dos cascos e fora do páreo
puro sangue, puxando carroça

Um prazer cada vez mais raro
aerodinâmica num tanque de guerra,
vaidades que a terra um dia há de comer.
“Ás” de Espadas fora do baralho
grandes negócios, pequeno empresário.

Muito prazer me chamam de otário
por amor às causas perdidas.

Tudo bem, até pode ser
que os dragões sejam moinhos de vento

Tudo bem, seja o que for
seja por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas

tudo bem…até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento

muito prazer…ao seu dispor
Se for por amor às causas perdidas
por amor às causas perdidas

Piano Bar - Engenheiros do Hawaii

Sunday, July 20th, 2008

O que você me pede eu não posso fazer
Assim você me perde, eu perco você
Como um barco perde o rumo
Como uma árvore no outono perde a cor

O que você não pode, eu não vou te pedir
O que você não quer, eu não quero insistir
Diga a verdade, doa a quem doer
Doe sangue e me dê seu telefone

Todos os dias eu venho ao mesmo lugar
Às vezes fica longe, imposível de encontrar
Mas, quando o neon é bom
Toda noite é noite de luar

No táxi que me trouxe até aqui Julio Iglesias me dava razão,
No clip Paul Simon tava de preto, mas na verdade não era não
Na verdade nada é uma palavra esperando tradução

Toda vez que falta luz
Toda vez que algo nos falta
O invisível nos salta aos olhos
Um salto no escuro da piscina

O fogo ilumina muito por muito pouco tempo (muito pouco tempo)
Em muito pouco tempo (hei) o fogo apaga tudo
Tudo um dia vira luz
Toda vez que falta luz
O invisível nos salta aos olhos

Ontem à noite eu conheci uma guria
Já era tarde, era quase dia
Era o princípio num precipício
Era o meu corpo que caía

Ontem à noite, a noite tava fria
Tudo queimava, nada aquecia
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão

Ontem à noite eu conheci uma guria que eu já conhecia
de outros carnavais com outras fantasias
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão

No início era um precipício um corpo que caía
Depois virou um vício (Foi tão difícil) acordar no outro dia
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão

Ate O Fim - Engenheiros do Hawaii

Saturday, June 21st, 2008

Não vim até aqui
Pra desistir agora!
Entendo você
Se você quiser ir embora…

Não vai ser a primeira vez
Nas últimas 24 horas
Mas eu não vim até aqui
Pra desistir agora!…

Minhas raízes estão no ar
Minha casa é qualquer lugar
Se depender de mim
Eu vou até o fim…

Voando sem instrumentos
Ao sabor do vento
Se depender de mim
Eu vou até o fim…

Eu não vim até aqui
Pra desistir agora!
Entendo você
Se você quiser
Ir embora
Não vai ser a primeira vez
Nas últimas 24 horas…

Ainda não se curva
Noite adentro
Vida afora!
Toda vida
O dia inteiro
Não seria
Exagero
Se depender de mim
Eu vou até o fim…

Cada célula
Todo fio de cabelo
Falando assim
Parece exagero
Mas se depender de mim
Eu vou até fim..

Eu não vim até aqui
Pra desistir agora!
Não vim até aqui
Pra desistir agora!..

3×4 - Engenheiros do Hawaii

Thursday, June 19th, 2008

Diga a verdade
Ao menos uma vez na vida
Você se apaixonou
Pelos meus erros…

Não fique pela metade
Vá em frente, minha amiga
Destrua a razão
Desse beco sem saída…

Diga a verdade
Ponha o dedo na ferida
Você se apaixonou
Pelos meus erros…

E eu perdi as chaves
Mas que cabeça a minha
Agora vai ter que ser
Para toda a vida…

Somos o que há de melhor!
Somos o que dá pra fazer…
O que não dá pra evitar
E não se pode escolher…

Se eu tivesse a força
Que você pensa
Que eu tenho,
Eu gravaria no metal
Da minha pele
O teu desenho…

Feitos um pro outro
Feitos pra durar!
Uma luz que não produz
Sombra!

Somos o que há de melhor!
Somos o que dá prá fazer…
O que não dá pra evitar
E não se pode esconder…

Refrão de Bolero - Engenheiros do Hawaii

Sunday, June 15th, 2008

Eu que falei:
“Nem pensar”
Agora eu me arrependo
Roendo as unhas
Frágeis testemunhas
De um crime sem perdão…

Mas eu que falei
“Sem pensar”
Coração na mão
Como o refrão de bolero
Eu fui sincero
Como não se pode ser…

E um erro assim, tão vulgar
Nos persegue a noite inteira
E quando acaba a bebedeira
Ele consegue nos achar…

Num bar!

Com um vinho barato
Um cigarro no cinzeiro
E uma cara embriagada
No espelho do banheiro…

Ana…teus lábios são
Labirintos!Ana…
Que atraem os meus
Instintos mais sacanas
O teu olhar sempre distante
Sempre me engana

Eu que falei:
“Nem pensar”
Agora me arrependo
Roendo as unhas
Frágeis testemunhas
De um crime sem perdão…

Mas eu que falei
“Sem pensar”
Coração na mão
Como o refrão de um bolero
Eu fui sincero
Como não se pode ser…

Um erro assim, tão vulgar
Nos persegue a noite inteira
E quando acaba a bebedeira
Ele consegue nos achar…
Num bar!

Ana…teus lábios são
Labirintos!Ana…
Eu sigo a tua pista
todo dia da semana
Eu entro sempre na tua dança de cigana…

Ana…teus lábios são
Labirintos!Ana…
Que atraem os meus
Instintos mais sacanas
O teu olhar sempre distante
Sempre me engana
Eu sigo a tua pista
Todo dia da semana

Todo dia, todo dia da semana
Eu sigo a tua pista
Todo dia da semana…

Ana…

E eu falei foi sem pensar
Foi sem pensa!